Tire suas dúvidas sobre a meningite e a situação atual em PE
Em 2012, foram confirmados 33 casos da enfermidade no Estado, 17,5% a menos que 2011
A Secretaria Estadual de Saúde (SES) esclarece que não há surto de doença meningocócica em Pernambuco. Neste ano, foram confirmados 33 casos da enfermidade no Estado, o que aponta para uma redução de 17,5% em relação ao mesmo período do ano passado, quando foram confirmados 40 casos. A letalidade da doença seguiu a tendência e teve uma queda de 60%. Até o momento, foram confirmados quatro óbitos provocados pela doença, enquanto em 2011 foram confirmados 10 óbitos.
Hoje, apenas um óbito encontra-se em investigação, já que o novo caso notificado (de uma professora de Olinda) não possui as condições clínicas da meningite meningocócica. As suspeitas apontam para meningite provocada por outra bactéria, como consequência de uma sinusite.
É importante ressaltar que os casos e óbitos notificados, até o momento, não possuem relação entre si, descartando a existência de um surto no Estado. O comportamento da doença tem se mostrado endêmico, ou seja, ocorre dentro de uma média estimada de casos, anualmente.
A SES esclarece, ainda, que está monitorando o comportamento das ocorrências da doença em todo o Estado, como é de rotina, em casos de doença de notificação compulsória ou obrigatória às autoridades sanitárias.
Por isso, a SES recomenda que, diante de casos suspeitos, os municípios façam a notificação do caso de forma imediata. Também é de responsabilidade dos municípios a investigação do caso e as medidas de prevenção e controle, como a quimioprofilaxia (distribuição de medicamentos para pessoas que mantiveram contatos próximos aos doentes, como forma de bloquear a transmissão da doença), realizada após a notificação de algum caso confirmado de doença meningocócica.
A doença meningocócica tem distribuição uniforme em todos os continentes, com maior incidência na região sub-saariana da África. No Brasil, em 2011, ocorreram 2.822 casos da doença, e até abril de 2012, foram confirmados 411 casos, não havendo relato de surtos.
Gravatá – Com relação à situação da doença em Gravatá, a SES informa que apenas um caso foi notificado, no mês de janeiro de 2012, no município. Antes disso, o último caso confirmado havia sido em 2008.
Meningite: É um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e medula espinhal. Ela pode ser provocada por bactérias, vírus, parasitas e fungos. A doença meningocócica – causada por bactérias – é a mais grave. Já a viral é a forma benigna da doença e de maior ocorrência.
A Doença Meningocócica pode ocorrer durante todo o ano, mas possui uma maior prevalência durante o inverno, pois é um período chuvoso em que as pessoas costumam ficar mais tempo aglomeradas em ambientes fechados.
Sintomas: febre alta que começa abruptamente, dor de cabeça intensa e contínua, vômito, náuseas, rigidez de nuca e manchas vermelhas na pele (petéquias).
Atendimento: Ao notar o aparecimento dos principais sintomas da doença, as pessoas devem se dirigir às unidades de saúde mais próximas de sua residência, como postos de saúde, policlínicas e Unidades de Pronto-Atendimento.
Em casos graves da doença, as equipes médicas farão o encaminhamento do paciente para unidade de referência do Estado, o Hospital Correia Picanço.
Transmissão: Ocorre por via respiratória, por meio de gotículas e secreções do nariz e garganta. É preciso ter contato próximo e prolongado com uma pessoa infectada para que haja a transmissão.
Medidas de Controle: Caso seja comprovado um caso, é indicada, às pessoas mais próximas ao paciente e que tiveram contato com as suas secreções, a quimioprofilaxia (distribuição de medicamentos para bloquear a transmissão da doença). Em casos suspeitos, é indicado fazer a profilaxia em até 72h depois. É importante frisar que nem todo mundo que teve contato com a bactéria irá desenvolver a enfermidade.
Prevenção: Segundo os especialistas, é muito difícil de prevenir a doença. Manter os ambientes ventilados e arejados ajuda a reduzir os riscos.
Existem vacinas para prevenir alguns tipos de meningite nas unidades de saúde pública, disponibilizadas, de acordo com protocolo do Programa Nacional de Imunização, para crianças menores de dois anos, que é o público mais vulnerável. As vacinas são: BCG (meningite e tuberculose); Tetravalente (meningite por haemophilus influenza tipo B) e Meningite (meningite meningocócica do sorogrupo C menores de um ano).
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